A culpa (é mesmo) das estrelas


Adoro histórias. 
Ler, 
ver filmes, 
documentários, 
séries... 
Até ouvir histórias de amigos, de amigos de amigos. Aprendemos sempre algo, 
rimos, 
ficamos emocionados, 
encontramos relações...
Quando falamos de obras, as baseadas em situações reais são automaticamente mais emocionantes. Podemos desfrutar da história mas eu fico sempre com a ideia de que 
algo semelhante 
já aconteceu 
em algum momento, 
em algum lugar, 
a alguém.




Foi o caso d'A culpa é das estrelas.

Mesmo não sendo uma romântica não pude deixar de me apaixonar pela história de amor da Hazel Grace e do Augustus Waters. E quero acreditar que, se anda não viste, no fim deste post não vais resistir.
Com muitas frases certeiras (quase clichés) vamos entrando num enredo de incerteza, aceitação, medo, amizade, risco, carinho, luta, amor, morte... E é impossível não sentirmos algo ao assistir a esta história e pensar
algo semelhante 
já aconteceu 
em algum momento, 
em algum lugar, 
a alguém.

Katie e Dalton Prager são os protagonistas de uma história de amor única. Ambos com fibrose quística, conheceram-se aos 18 anos através do facebook, apaixonaram-se e arriscaram a vida para serem felizes. Nessa altura achavam que nunca se iriam conhecer pessoalmente pois Dalton era portador de uma bactéria muito perigosa para pessoas com a condição deles.
Mesmo sendo perigoso para Katie estar em contacto com Dalton, esta ignorou os avisos e os jovens conheceram-se. Dois anos mais tarde (2011) casaram. 
Como qualquer casal apaixonado tinham sonhos e ambições. Queriam viajar, mas ambos estavam doentes e passavam muito tempo em hospitais, exames e tratamentos. 
Katie não conseguiu o transplante e pediu para passar os últimos momentos com Dalton, mas era muito difícil. Depois do transplante, Dalton sofreu complicações e estava a recuperar num hospital perto de casa - mas longe de Katie. Mais uma vez as redes sociais eram a única forma de estarem juntos. 
A ideia, ou melhor o sonho era que Dalton melhorasse rápido e pudesse passar nem que fosse um dia e uma noite com a mulher. 

Mas já John Green disse em A culpa é das Estrelas que "O mundo não é uma máquina de realizar desejos..."
depois do transplante Dalton sofreu complicações
que levaram a uma pneumonia, 
que o levou a ele. 

Dalton Prager
6/28/1991-9/17/2016



A última vez que estiveram juntos foi no quinto aniversário do casamento. Arriscaram e foram eternamente felizes nos dias que tiveram juntos. Inspiraram uma história que fez correr muitas lágrimas, brotar muitos sorrisos e acreditar que o amor existe.


"prefiro ser feliz, muito, muito feliz, por cinco anos da minha vida e morrer mais cedo do que ser medianamente feliz e viver mais 20 anos". Katie



Estas histórias fazem-nos pensar não concordam? Todos os dias acordamos e temos
notícias,
problemas, 
horários,
tarefas,
histórias...para ouvir,
contar, 
recontar,
mas acima de tudo viver. 


Cinco dias depois Katie morreu. Como disse uns dias antes se eles escrevessem a sua história de amor diriam que eles foram felizes para sempre nos braços um do outro. 

2 comentários :

  1. Adorei o teu post! Eu sou daquelas que ainda viu o filme é nem vou ver, fugi de realidade triste e sofredora talvez pela m um na própria vida já ter tido desfechos dolorosos, gosto de finais felizes, preciso deles, entendes? Concordo e penso como a Kate mais vale ser feliz um minuto do que viver infeliz! Vi recentemente o filme "me before you" e a história é semelhante..
    Beijinho

    Beleza De Mulher e Mãe
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  2. Estou muito curiosa para ler, dele ainda só li o Cidades de papel, mas pelo que tenho lido, este é bem melhor :)

    Beijinhos

    Lina Soares
    http://trintaporumalinhanoticias.blogspot.pt/

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